sexta-feira, 20 de novembro de 2015

janela da Alma

A nossa realidade depende muito do nosso olhar, nada é reconhecido como elas realmente são, mas de como os nossos olhos as querem ver ou nos permitem ver.
Como disse Antonio Cicero, o olho olha através da janela, vamos ate o infinito através dessas janelas, vamos ate o infinito através dessa metáfora.
Sem a visão descobrimos um mundo de possibilidades, de utilização de todos os outros sentido, o mundo da desigualdade e do sofrimento sem explicação e justificação não é e nunca será capaz de nos tornar menores; uso o termo nós pois sou míope e por muito tempo me senti menor e menosprezada por não enxergar sem óculos, e hoje descobrir o quanto é fantástico ver o mundo de formas diferentes, velo na visão regular, o modo como as pessoas "normais" enxergam e velo do meu modo normal, na visão míope. 
Com a diminuição do campo de visão, o tato, a audição ficam mais aguçados, o mundo se torna uma caixa de surpresas, de novas experimentações. 
A minha identificação com esse filme foi de forma imediata, vejo que não somos nos que estamos fora de foco, temos uma segunda forma de ver o mundo, diferente das pessoas "normais", nós nos adaptamos ao mundo "normal" mas o mundo não pode se adaptar e nem ver como nós.
Janela da alma na verdade nos mostra como é a vida das pessoas que vivem, trabalham, e podem fazer diversas coisas, como não precisamos de caridade e oena alheia, como podemos nos tornar independentes mesmo com a ausência de um sentido tão importante. A deficiência não é um obstaculo para nos tornar inúteis, mas um incentivo para fazermos e sermos diferentes.
O olhar lançado não define quem é o outro, mas define o que você é capaz de enxergar e sentir no outro.

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