quinta-feira, 20 de março de 2014

A Câmara Clara de Roland Barthes

Eu me disse com um espanto que jamais pude reduzir: “Vejo os olhos que viram o Imperador.”
Vez ou outra, eu falava desse espanto, mas como ninguém parecia compartilhá-lo, nem mesmo compreendê-lo (a vida é, assim, feita a golpes de pequenas solidões), eu o esqueci.


Em a Câmara clara Barthes revela que a foto pode se tornar objeto de três funções, que são elas: fazer, suportar e olhar.
O fazer se refere logicamente ao fotografo, o criador da fotografia. O suportar refere-se a pessoa que esta sendo fotografado. E o olhar, refere-se aos observadores, que somos nós.
Nós não encontramos adjetivos para classificar a fotografia, pois trata-se da captura de um momento que jamais irá repetir-se, as fotos traz consigo um significado e um momento único, pode ate tentar-se reproduzir aquele mesmo momento, mas jamais teremos a mesma essência e o mesmos contraste.
A frase citada acima trata-se exatamente dessa experiência, onde uma fotografia pode registrar um momento que ficara para há história ou muitas vezes ela vai retratar algo de importância única para alguns e para outros trata-se apenas de mais uma fotografia.
A câmara clara me deu inspiração para mais uma das minhas fotografias pessoais, A CONTADORA DE HISTÓRIAS, na verdade esse foi o titulo dada a foto que tirei da minha Bisavó, na varanda de casa, onde ela me contava suas inúmeras histórias da juventude, da infância, as histórias de seus filhos, como minha AVÓ e claro, não poderia deixar de faltar as histórias de infância da minha Mãe.

Ainda hoje, da prazer ouvir suas histórias. Eu vejo os olhos que já viram tantas coisas, que já viveram tantas emoções e claro fotografei esses olhos, que eu jamais irei esquecer.

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