Eu
me disse com um espanto que jamais pude reduzir: “Vejo os olhos que viram o
Imperador.”
Vez
ou outra, eu falava desse espanto, mas como ninguém parecia compartilhá-lo, nem
mesmo compreendê-lo (a vida é, assim, feita a golpes de pequenas solidões), eu
o esqueci.
Em a Câmara clara Barthes
revela que a foto pode se tornar objeto de três funções, que são elas: fazer,
suportar e olhar.
O
fazer se refere logicamente ao fotografo, o criador da fotografia. O suportar
refere-se a pessoa que esta sendo fotografado. E o olhar, refere-se aos
observadores, que somos nós.
Nós
não encontramos adjetivos para classificar a fotografia, pois trata-se da captura
de um momento que jamais irá repetir-se, as fotos traz consigo um significado e
um momento único, pode ate tentar-se reproduzir aquele mesmo momento, mas
jamais teremos a mesma essência e o mesmos contraste.
A
frase citada acima trata-se exatamente dessa experiência, onde uma fotografia
pode registrar um momento que ficara para há história ou muitas vezes ela vai
retratar algo de importância única para alguns e para outros trata-se apenas de
mais uma fotografia.
A câmara
clara me deu inspiração para mais uma das minhas fotografias pessoais, A CONTADORA DE HISTÓRIAS, na verdade
esse foi o titulo dada a foto que tirei da minha Bisavó, na varanda de casa,
onde ela me contava suas inúmeras histórias da juventude, da infância, as histórias
de seus filhos, como minha AVÓ e claro, não poderia deixar de faltar as
histórias de infância da minha Mãe.
Ainda
hoje, da prazer ouvir suas histórias. Eu vejo os olhos que já viram tantas
coisas, que já viveram tantas emoções e claro fotografei esses olhos, que eu jamais irei esquecer.